Não fui sempre assim
novembro 30, 2009 por Adilson Costa
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Essa vida que tento viver,
foi extraviada em algum ponto do passado,
minhas frustrações, minhas angustias, minhas dores,
são complexas demais para que haja compreensão,
eu mesmo não me compreendo,
tento levar a vida correndo,
e vejo que esse meu viver é uma luta em vão.
Sonhei, orei, pedi ao Pai,
fiz minha parte, sou um bom ser, um bom filho,
sei que a resposta é demorada, e que a paciência
é a virtude sublime do vencedor,
meu tempo está sumindo,
meu relógio acompanha minha dor,
e ninguém mais me vê sorrindo.
Perdi a esperança em mim,
perdi a paz que um dia tive,
perdi a benção que supostamente Deus um dia me deu,
perdi os amigos,
perdi os sonhos em algum lugar do trajeto,
mas encontrei muito mais ao seu lado,
encontrei a mim mesmo,
você não foi um furacão em minha vida,
você é a calmaria que eu não soube aproveitar,
você é o barco da felicidade,
hoje minha palavra,
retine como uma mentira em seus ouvidos,
por mais que minha alma e meu coração,
saibam que não minto a ti,
as palavras somente não tem mais efeito,
continuarei dizendo a verdade,
chorando e sofrendo,
um ser incompreensível,
um ser que deveria não ter vindo,
mas eu vim,
aqui estou e não posso fazer mais nada,
mas não fui sempre assim
Não há necessidade que me compreenda,
sei que levará muitas vidas e não conseguirá,
as lágrimas que caem, me fazem cair também,
são como os três pontos dados em meu coração,
me fazem sangrar, sangrar e sangrar.
Tudo que eu pedi, tudo que eu fiz,
de bom e de ruim nesse mundo,
serei eu quem pagará, somente eu,
mas não faça nada que possa se arrepender,
não faça uma loucura,
não se torne uma eremita,
não torne sua alma árida,
não torne sua vida um vazio,
não deixo a escuridão tomar conta de ti,
ela tomou conta de mim e confesso ela é muito má,
a clausura de um erro grave,
é para sempre,
hoje eu somente espero que exista um fim,
pois eu nem sempre fui assim,
queria voltar a ser quem eu era,
mas não consigo sem você, não consigo.
Por: Adilson Costa
Somente sonhos
novembro 28, 2009 por Adilson Costa
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Em um distante mundo de sonhos,
um homem sonhava acordado,
muitas vezes acreditava,
outras despertava assustado.
Seus sonhos refletiam seus desejos,
levava à tona suas angustias e medos,
o deixava à mercê de outros,
que descobriram seus segredos.
Já que seus segredos foram revelados,
esse homem não tinha mais receios,
juntou finalmente suas forças,
e colocar seus sonhos no papel,
refletia nas linhas seus atos,
descobrindo assim que podia mais,
somente um passo lhe restava,
um passo importante,
esquecendo o restante,
aprendeu não ser o bastante somente sonhar
Por: Adilson Costa
Sofrimento
novembro 28, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Na história contada pelas rugas,
vemos a exatidão de uma vida,
percebemos a linha do tempo,
e vontades esquecidas.
Arrependimento constante,
corroeu o peito envelhecido,
lembranças se tornam veneno,
nesse tempo corroído.
Acorda no futuro,
com lágrimas arrependidas,
dos passos não dados
e decisões não tomadas.
Resta-lhe somente o choro,
é tarde.
Nada mais a fazer,
caminha seus passos lentos,
rumo ao sofrimento,
pois é tarde demais,
já acostumou a sofrer.
Por: Adilson Costa
Hoje não tenho Poesias
novembro 27, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Poesias
Hoje não tenho inspiração,
pouca coisa tenho a dizer,
hoje levantei entregue ao cansaço,
o desânimo se apossou de mim,
poucos minutos depois de 1 hora de sono,
meu telefone toca,
ouvi sua voz e despertei,
soube que você estava bem,
isso foi o suficiente para colocar
um pouco de gás no meu botijão,
então resolvi fazer algo útil,
fui trabalhar pensando em você.
Como é difícil, mas eu mereço, eu mereço.
Por: Adilson Costa
Lembranças de teus Beijos
novembro 27, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Por essa minha boca, louca de desejos
fito tua lembrança na mente a borbulhar,
revivo na saliva o gosto de seus beijos,
que impulso insano tenho pra te beijar.
Tua boca de lábios carnudos me enlouquece,
é uma fruta rara, doce como mel da floresta,
e a lembrança desse gosto me estremece,
e convido os anjos a celebrar minha gesta.
Ao menos as lembranças não consegues me tirar,
na minha boca o teu gosto do meu gosto se apossou,
e com teu gosto convivo, nesse desejo de te beijar,
e nós sabemos que foi o poeta quem te beijou.
Sublimes noites acordei, e simplesmente te olhei,
teu sono de anjo, fiquei velando e a chorar,
pedi que nada tirasse esse momento e chorei,
sentia na alma que estava sim a se findar.
Hoje, sem tua boca, aquela que me deixa louco,
não tenho vontade e menos ainda desejo de beijar,
tenho medo de perder a lembrança do teu gosto,
que ainda sinto e guardo ao tua boca lembrar.
Tua boca? Pela eternidade prometo não esquecer,
morrerei um dia, e quando esse dia chegar,
por favor segurem minha vida, não me deixem morrer,
sem que sua boca a minha torne a beijar.
Por: Adilson Costa
Ouça a Poesia na voz do Autor:
Download da Poesia
Razão
novembro 27, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Já não quero rimas,
vindas de baixo ou de cima,
quero somente palavras,
que fiquem cravadas
no coração.
Só não quero viver,
esperando a hora de morrer,
sem palavras espalhadas,
ou que estejam descompassadas
dando ar de ilusão.
Esperei dias melhores,
vieram os piores,
esperei palavras benditas,
foram proferidas malditas
e me tiraram a munição.
Hoje nada espero,
busco e pego o que quero
não sofro ou lamento,
sei que tenho merecimento
só não sei se tenho razão.
Ouça essa Poesia:
Por: Adilson Costa
A fábula das três árvores
novembro 25, 2009 por Adilson Costa
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Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse:
- Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.
A segunda olhou para o riacho e suspirou:
- Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.
A terceira árvore olhou o vale e disse:
- Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas, ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.
Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores pouco ecológicos e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam. Mas, lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos!… Que pena!
A primeira árvore acabou sendo transformada num cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado em um depósito.
E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes:
- Para que isso?
Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu neném recém-nascido naquele cocho de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo… A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: “PAZ”!
E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra. Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo sentiu-se horrível e cruel. Mas, logo no domingo, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.
As árvores haviam tido sonhos… Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado. Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia.
Importante compreendermos que tudo vem de Deus e crermos que podemos esperar Nele, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós.
Autor Desconhecido
A diferença entre o céu e no inferno
novembro 25, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Parábolas

Era uma vez uma corrida de sapinhos.
Ele esteve lá
Conta-se que um poeta estava um dia passeando ao crepúsculo em uma floresta, quando de repente surgiu diante dele uma aparição do maior dos poetas, Virgílio. Virgílio disse ao apavorado poeta que o destino estava sorrindo para ele e que ele tinha sido escolhido para conhecer os segredos do Céu e do Inferno. Por mágica, Virgílio transportou-se e ao poeta, ainda apavorado com experiência tão súbita, ao velho e mítico rio que circundava o submundo. Entraram em uma canoa e Virgílio instruiu o poeta para remar até o Inferno. Quando chegaram, o poeta estava algo surpreso por encontrar um lugar semelhante à floresta onde estavam, e não feito de fogo e enxofre nem infestado de demônios alados e criaturas nojentas exalando fogo, como ele esperava.
Virgílio pegou o poeta pela mão e levou-o por uma trilha. Logo o poeta sentiu, à medida que se aproximava de uma barreira de rochas e arbustos, o cheiro de um delicioso ensopado. Junto com o cheiro, entretanto, vinham misteriosos sons de lamentações e ranger de dentes. Ao contornar as rochas, deparou-se com uma cena incomum. Havia uma grande clareira com muitas mesas grandes e redondas. No meio de cada mesa havia uma enorme panela contendo o ensopado cujo cheiro o poeta havia sentido, e cada mesa estava cercada de pessoas definhadas e obviamente famintas. Cada pessoa segurava uma colher com a qual tentava comer o ensopado. Devido ao tamanho da mesa, entretanto, e por serem as colheres compridas de forma a alcançar a panela no centro, o cabo das colheres era duas vezes mais comprido do que os braços das pessoas que as usavam. Isto tornava impossível para qualquer uma daquelas pessoas famintas colocarem a comida na boca. Havia muita luta e imprecações enquanto cada pessoa tentava desesperadamente pegar pelo menos uma gota do ensopado.
O poeta ficou muito abalado com a terrível cena, até que tampou os olhos e suplicou a Virgílio que o tirasse dali. Em um momento eles estavam de volta à canoa e Virgílio mostrou ao poeta como chegar até o Céu. Quando chegaram, o poeta surpreendeu-se novamente ao ver uma cena que não correspondia às suas expectativas. Aquele lugar era quase exatamente igual ao que eles tinham acabado de sair. Não havia grandes portões de pérolas nem bandos de anjos a cantar. Novamente Virgílio conduziu-o por uma trilha aonde um cheiro de comida vinha de trás de uma barreira de rochas e arbustos.
Desta vez, entretanto, eles ouviram cantos e risadas quando se aproximaram. Ao contornarem a barreira, o poeta ficou muito surpreso de encontrar um quadro idêntico ao que eles tinham acabado de deixar; grandes mesas cercadas por pessoas com colheres de cabos desproporcionais e uma grande panela de ensopado no centro de cada mesa. A única e essencial diferença entre aquele grupo de pessoas e o que eles tinham acabado de deixar, era que as pessoas neste grupo estavam usando suas colheres para alimentar uns aos outros.
Robert B. Dilts e outros – No livro Neuro-Linguistic Programming Vol. I (Meta Publications). Tradução: Virgílio Vasconcelos Vilela
A lição da tartaruga
novembro 23, 2009 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Parábolas

Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.
Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.
O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.
Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: “Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho.”
Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: “Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável.”
Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranqüilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:
“Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade.”
Autor desconhecido
Cor Negra
novembro 20, 2009 por Adilson Costa
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Que bom seria,
todos de uma só cor, é de uma só cor,
ai não teriamos preconceitos,
e teriamos nossos preceitos,
sendo só de Amor
Que bom seria,
se não ouvesse diferenças de raça,
todos fossemos iguais de pele,
que fossemos fortes e não imbele,
tomassemos sempre na mesma taça.
Que bom seria,
não haver as correntes da covardia,
que prendem nossa evolução,
e mancham a reputação,
de um povo que nasce com acardia.
Que bom seria,
todos serem daltônicos de sentimentos,
e vissem com os olhos limpos sem entraves,
que esquecessem as tramelas e chaves,
aliviariam tantos sofrimentos.
Ah que bom seria,sermos todos NEGROS.
Autor: Adilson Costa






