Triste saber que o tempo não volta
janeiro 26, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias
É manhã ainda e estou a refletir,
como seria bom voltar ao tempo decorrido,
refazer atos e reviver o sorrir
desse tempo passado.
Triste saber que o tempo não volta eu poderia
abraçar quem deveria ter abraçado,
ajoelhar aos pés de pessoas de valor,
sentir novamente ao meu lado
aquele que é o verdadeiro Amor.
Triste saber que o tempo não volta eu gostaria de
ouvir e ver pessoas que tenham partido,
beijar quem deveria ter beijado,
sorrir por quem deveria ter sofrido
e dizer no ouvido que estou arrependido.
Triste saber que o tempo não volta eu digo
seria maravilhoso ter a chance de não magoar,
de segurar com mais força o vaso da felicidade,
que pela nossa maneira de Amar
caiu e seus pedaços nos feriram de verdade.
Triste saber que o tempo não volta eu diria mais
palavras de conforto para nos fortalecer,
eu tremeria ainda mais de paixão,
completaríamos ainda mais nosso viver,
e ouviria menos bem menos a razão.
Triste saber que o tempo não volta
quem sabe terei uma chance nesse tempo que ainda tenho,
pois ainda respiro e meu coração continua a bater,
bate mais lentamente eu confesso,
talvez esperando meu regresso,
ao caminho da felicidade,
pode ser que eu volte e consiga encontrar a trilha certa,
morrerei tentando essa é a palavra certa,
mas continuarei dizendo,
“Triste saber que o tempo não volta”
Ouça essa Poesia:
A Lição da borboleta
janeiro 25, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Parábolas
Um homem, certo dia, viu surgir uma pequena abertura num casulo. Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer, como é que a lagarta conseguiria sair por um orifício tão miúdo. Mas logo lhe pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso, como se tivesse feito todo o esforço possível e agora não conseguisse mais prosseguir. Ele resolveu então ajuda-la: pegou uma tesoura e rompeu o restante do casulo. A borboleta pôde sair com toda a facilidade… mas seu corpo estava murcho; além disso, era pequena e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que iria se firmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade a borboleta passou o restante de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.
O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura eram o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo daquele pequenino inseto circulasse até suas asas para que ela ficasse pronta para voar assim que se livrasse daquele invólucro.
Algumas vezes o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através da existência sem quaisquer obstáculos, Ele nos condenaria a uma vida atrofiada. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nunca poderíamos alçar vôo
Fonte: “Para que minha vida se transforme”- Maria Salette e Wilma Ruggeri – Editora Verus
Somente Reflexões – Parte 02
janeiro 20, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias

Pensei que poderia ter sido alguém,
alguém melhor, alguém que eu pudesse confiar.
Pensei suportar as pressões da vida,
mas elas me sufocaram e eu não pude suportar
Pensei que conseguiria amar,
pois as mentiras eu abandonei a muito tempo,
pensei conseguir acordar antes de morrer,
a morte veio e sem avisar me levou,
hoje estou do outro lado,
aqui vive a solidão,
as noites são frias,
somente suas lembranças me aquecem,
o sol somente vejo pela janela,
a vida acabou,
parei de sorrir e de chorar,
espero o nada que mereço,
minha espera tem um alto preço,
sinto o cheiro, sinto o gosto,
e ao sentir isso,
me aqueço.
Por Adilson Costa
A Música mais linda Composta
janeiro 20, 2010 por Adilson Costa
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Fazer sexo ou fazer Amor?
janeiro 11, 2010 por Adilson Costa
Arquivado em Destaques, Poesias, Reflita Comigo
No distante sonho do desejo
Fomos apanhados pela vergonha
Como cães na caça com seu farejo
Cuja meta é expelir a langonha
Flores e um som com romantismo
Foram castrados e prostrados por terra
É triste divisar um agigantado abismo
E que o “Fazer Amor” quase se encerra.
Com a carne úmida de tesão
Os animais à caça ficam a planear
Onde a postura é algo vão
E a única meta é ejacular
A arte de conquistar está em decadência
Poucos admitem e dizem ser ilusório
Compram livros para ter experiência
Isso pouco existe meritório
Uma hora, custa tanto….!!
O que dizer dessa falência?
Compra do amor seu encanto
Salgando sua doce essência
Sou antigo ou antiquado
“Do tipo que ainda manda flores”
Sou um Homem apaixonado
Como os antigos Sonhadores
“Qual a forma de justificar o amor?
que estou a Fazer Amor ao invés de sexo?
” Isso é inexplicável meu leitor
Pois o Amor é complexo
A arte de Fazer Amor não se explica
A de Fazer Sexo é comprada
O Amor muitas vezes te suplica
Não deixe a magia estancada!!
Como se o fazer Amor fosse réprobo
E ser esquecido fosse seu fadário
Digo dessa arte e seu probo
Jamais serei um falsário
Façamos Amor em demasia
Trema, gema até expelir o prazer.
Realize no Fazer Amor sua fantasia
Terá mais sorriso em seu viver
O amor proibido deixa-me pasmo
O corpo treme sem parar
Dois são um no orgasmo
Delicioso, ocultamente amar
o Amor sem preconceitos
Avistamos paraísos esquecidos
O frio na barriga e seus trejeitos
É o legitimo prazer dos escolhidos
Com essas palavras descritas acima
Realmente a pretensão era explicitar
Como o Fazer Amor nos anima
Nos transportando ao sonhar
Nesse desfecho venho a licitar
Ame outro mesmo sem nexo
(Ache) outrem para gozar
Goze por Amor e não só por sexo.
Adilson Costa 14/05/2006 11:37









