As sete maravilhas do mundo


Um grupo de estudantes estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, foi pedido aos estudantes que fizessem uma lista do que consideravam as sete maravilhas. Embora houvesse algum desacordo, começaram os votos:

1) O Taj Mahal

2) A Muralha da China

3) O Canal do Panamá

4) As pirâmides do Egito

5) O Grand Canyon

6) O Empire State Building

7) A Basília de São Pedro

Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina não tinha virado sua folha ainda. O professor então perguntou a ela se tinha problemas com sua lista. A menina quieta respondeu:

- Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista, porque são muitos.

O professor disse:

- Bem, diga-nos o que você já tem e talvez nós possamos ajudá-la.

A menina hesitou, então leu:

- Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam:

1 – Ver

2 – Ouvir

3 – Tocar

4 – Provar

5 – Sentir

6 – Rir

7 – E amar …

A sala então ficou completamente em silêncio…

Autor: desconhecido

A VERDADE E A PARÁBOLA (CONTO JUDAICO)


Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

— Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

— Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

— Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.

Autor:  Conto Judaico

Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

*


Os seres humanos não gostam de encarar a Verdade sem adornos. Eles preferem-na disfarçada.

O melhor de todos

azalaeis

Meu dia começou a azedar quando vi meu menino de seis anos com um galho cheio de minhas azaléas.

- Posso levar estas flores para a escola? Ele pediu. Com um aceno de mão, eu o mandei para fora. Me virei para que ele não percebesse as lágrimas em meus olhos. Eu adoro aquela azaléa. Eu toquei no galho quebrado como que a dizer-lhe silenciosamente,

- Sinto muito. Para complicar um pouco mais o meu dia, a máquina de lavar quebrou e quando Jonathan perguntou o que eu faria para o almoço, percebi que estava com a geladeira vazia e não tinha muitas opções. Dias como este me fazem querer parar e desistir de tudo. Eu apenas queria fugir até as montanhas, me esconder em uma caverna e nunca mais colocar a cara para fora. De algum modo eu consegui arrastar a roupa molhada até o tanque. Eu passei a maior parte do dia lavando roupa e pensando em como o amor tinha desaparecido de minha vida. Quando eu terminei de pendurar a última das camisas de meu marido, olhei o relógio: duas e meia. Eu estava atrasada.

A aula de Jonathan terminava às 2:15. Fui correndo para a escola. Ofegante, bati na porta da sala e olhei através do vidro. A professora fez sinal para que eu esperasse. Ela disse algo a Jonathan e entregou para ele e para outras duas crianças, lápis de cera e uma folha de papel. O que virá agora? Eu pensei quando, através da porta, ela pediu que eu entrasse na sala.

- Quero lhe falar sobre o Jonathan. Ela disse. Me preparei para o pior. Nada mais me surpreenderia naquele dia.

- Você sabe das flores trazidas por Jonathan à escola hoje? Ela perguntou. Eu respondi que sim, lembrando de meu arbusto favorito e tentando esconder a mágoa em meus olhos. Eu olhei de relance para meu filho que estava ocupado colorindo um desenho. Seu cabelo ondulado estava muito comprido e caía em sua testa. Seus olhos azuis brilhavam enquanto admirava sua obra.

- Deixe-me contar sobre o que aconteceu ontem, a professora continuou. Está vendo aquela menina? Eu olhei para a menina que ria divertida, apontando um desenho na parede e assenti.

- Bem, ontem estava quase histérica. Seus pais estão atravessando um momento muito difícil, estão se divorciando. Ela disse que não queria mais viver. E disse bem alto, com o rosto escondido entre as mãozinhas, para toda a sala ouvir: “ninguém me ama”. Eu fiz tudo o que pude para consolar, mas parecia que nada mais importava.

- Eu achei que você queria me falar sobre Jonathan. Eu interrompi.

- Eu vou, ela disse. Hoje seu filho entrou e foi direto até ela. Ele entregou a ela algumas bonitas flores e sussurrou “eu te amo”. Senti meu coração inchar-se de orgulho com o que meu filho tinha feito. Eu sorri para a professora.

- Obrigada, eu disse, puxando Jonathan pela mão. – Você salvou o meu dia. Mais tarde, eu arrancava ervas daninhas em torno de meu desequilibrado arbusto de azaléa. Pensando no amor que Jonathan demonstrou pela menina, um verso bíblico me veio à memória: “… estes três permanecem: a fé, a esperança e o amor. Mas o maior de todos é o amor.”

Enquanto meu filho tinha colocado o amor na prática, eu tinha apenas sentido raiva. Eu ouvi o barulho familiar do carro de meu marido entrando na garagem. Eu arranquei um pequeno galho de azaléas e corri até ele. Eu senti a semente do amor que Deus plantou em minha família recomeçar a florescer em mim. Meu marido arregalou os olhos de surpresa quando eu lhe entreguei as flores e disse, – Eu te amo

Autora:

Nanette Thorsen-Snipes

A construção do navio

navio
A construção de um navio parece com a formação das pessoas. Durante a gestação o casco é construído, até que somos lançados ao mar. A maior parte de um navio é colocada depois, como acontece com a gente.

Camarotes, porões, motores, pinturas, enfeites são acrescentados durante a infância e adolescência, até o navio ficar pronto para a primeira viagem. Um navio fica pronto quando sai do estaleiro, mas com a gente é diferente – e este é o desafio de cada um, pois crescemos todo dia e nunca ficamos prontos.

Apesar disso é preciso partir…. Mas nem todos têm a coragem de ir e continuam atracados ao cais, julgando-se incapazes de navegar sozinhos. Algumas pessoas são obrigadas a zarpar, já que os encargos de segurança do porto tornam-se pesados demais e, às vezes, perdem um tempo precioso da viagem revoltadas e lamentando-se por tudo isso…. mas nem todo mundo é assim….

Alguns mal o dia amanhece, já partiram. Parecem muito ocupados e logo somem no horizonte. Desde cedo sabem o que querem e têm pressa de viver. Outros navios também saem logo que podem, mas ficam dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum. Acabam navegando só para comprar mais combustível todo dia, e o que ganham mal dá para a reforma do casco…

Os maiores desperdiçadores de seus próprios recursos são aqueles que não sabem o que querem… e o pior é que, quando a gente não sabe direito o que espera do rumo que está tomando ou nem se tem um rumo, não pode corrigir a rota se estiver no caminho errado… nós somos os maiores responsáveis pelas tempestades que não conseguimos evitar.

Já outras pessoas deixam de navegar milhares de milhas para se conformarem com umas poucas centenas, porque tem medo de atrair ventos contrários ou então querem agradar ou impressionar alguém…. a gente não deve aceitar isso, pois significa concordar em ser menos do que pode ser. Todo dia é dia de evolução e aprendizado e, como a lua cheia, quando paramos de crescer, começamos a diminuir.

Então a primeira coisa a fazer é tornar-se comandante de si próprio e isso equivale a pensar com a própria cabeça, ser timão e timoneiro, assumindo riscos pelos erros, pois só erram os que tem a coragem para ousar e, se caírem, levantar e tentar de novo-sempre… pois ninguém sabe nossa autonomia no mar, nossa capacidade de carga, ou a que velocidade podemos singrar as águas dos oceanos, sejam azuis ou escuras.

Ninguém nos conhece melhor que nos mesmos e, por mais que digam o que temos – ou não temos – que fazer, ninguém pode viver a vida no nosso lugar. Outras pessoas, ainda, vivem frustradas e infelizes porque não conseguem ter as mesmas coisas que viram em outro navio. Algumas também vivem furiosas quando alguma coisa ou alguém não age ou sai como gostariam. O amor a si próprio e ao próximo é um exercício diário para saber a diferença entre o que precisa ser mudado e o que devemos aceitar como é.

Muita gente tem preferido impor suas idéias e opiniões em vez de escutar o outro; ficar revoltada com o mundo, em vez de admirar a vida, pois não sabem o que é amar. E tem viajantes que pensam no amor como algo a ser obtido, como se fosse um objeto e não como uma arte que precisa ser aprendida. Alguns acabam confundindo o amor, Deus ou a felicidade com o significado de suas rotas, e vivem frustradas navegando atrás do que não conseguem alcançar – e até desistem no meio do caminho, desalentados, achando que a vida não vale a pena, que Deus não existe e felicidade e amor são balelas… mas Deus, felicidade, amor, bondade não são lugares ou coisas que possam ser possuídos.

A primeira coisa a fazer para quem quer encontrar estes bens é não procurar! Quando procuramos o que não é um lugar ou objeto, e que muito menos está escondido, quem fica perdido somos nós mesmos. Mas quando não procuramos, porque não pode ser encontrado fora de nós, descobrimos que o que tanto queremos – Deus, felicidade, paz – habita camarotes no coração do nosso próprio navio… e tem pessoas tão preocupadas em procurar do lado de fora que até se esquecem de olhar por dentro!…

Não existe navio que não tem passado por tempestades e muitos afundam por não saberem evitá-las, por falta de comunicação ou por acharem que não precisam dos outros. Somos fortes quando unidos. Juntos somos tão grandes e poderosos quanto a onda mais forte e ameaçadora. Perdoar as falhas e limitações de nossos semelhantes é muito mais que amor ou virtude – é questão de inteligência e sobrevivência… pois a única coisa que possuímos de verdade é a necessidade do outro.

Mas não existe tempestades que durem para sempre, assim como os dias de sol também não são permanentes. Dor e frustrações muitas vezes são resultado de querermos perpetuar momentos de prazer, bem-estar, alegria, que por si só são efêmeros e com que facilidade esquecemos que nada é eterno – a não ser o próprio movimento – e que, por isso, momentos de alegria se alternam com momentos de tristeza, dor se alterna com prazer, fome com saciedade, doença com saúde – um sempre dando lugar ao outro.

Quando a gente pára de tentar lutar contra isso e se abandona nesse jogo delicioso da vida, descobrimos que, acima de tudo, a vida vale a pena ser vivida intensamente

Autor Desconhecido

O crédulo e o incrédulo

fevereiro 8, 2010 por Adilson Costa  
Arquivado em Parábolas

Era uma vez dois exploradores que encontraram uma clareira na selva. Nela cresciam muitas flores de beleza sem par. Um dos exploradores diz:

- Há sem dúvida um jardineiro que mantém este jardim. O outro não concorda:

- Não há nenhum jardineiro.

Assim sendo, eles montam suas tendas e se põem a vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será que se trata de um jardineiro invisível? Os dois exploradores fazem então uma cerca de arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos…
Mas nenhum grito sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim. Apesar disso, o primeiro explorador ainda não se convenceu:

- Mas existe um jardineiro invisível, intangível, insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não tem cheiro nem faz barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do jardim. No final, o céptico se desanima:

- Mas o que resta da sua primeira afirmação? E em que precisamente isso que você chama de jardineiro invisível, intangível, eternamente inapreensível, difere de um jardineiro imaginário ou até de um jardineiro absolutamente inexistente?

O primeiro explorador vai então colher uma flor e, sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não se afasta um minuto da cerca:

- Por que este gesto de afeição? pergunta surpreso.

- Para lhe perguntar se você consegue ver a velha amizade que nos une há tantos anos.
E o outro responde:

- Lógico que não!

- O essencial é invisível aos olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração! Será que não é isso o que acontece com Aquele que com tanto amor cuida deste jardim?

Autor Desconhecido

O convite

fevereiro 8, 2010 por Adilson Costa  
Arquivado em Parábolas

Não me interessa saber como você ganha sua vida. Eu quero saber, sim, o que te faz doer de vontade de lutar e se você ousa sonhar com aquilo pelo que seu coração mais anseia…

Não me interessa saber quantos anos você tem. Eu quero saber se você correrá o risco de parecer um tolo apaixonado por causa de seus sonhos, ou pela simples aventura de estar vivo.

Não me interessa saber quais planetas estão em quadratura com a sua lua. Eu quero saber se você já foi até o centro de seu sofrimento, se você se partiu ao meio quando atingido pelas traições da vida ou se você se protegeu com um escudo, com medo de sentir mais dor ainda. Eu quero saber se você pode sentar-se à mesa com a dor, a minha e a sua também, sem tentar se mover para escondê-la, ofuscá-la ou disfarçá-la. Eu quero saber se você pode suportar a alegria, a minha ou a sua própria, se você consegue dançar selvagemente, até o êxtase tomar seu corpo desde as pontas dos dedos de seu pé até o último fio de seus cabelos, sem ficar nos alertando para sermos cuidadosos, para sermos realistas ou nos lembrar as limitações de sermos humanos.

Também não me interessa saber se a estória que você está me contando é verdadeira. Eu quero saber se você consegue desapontar alguém só para ser leal a si mesmo, se você pode agüentar uma acusação de traição apenas para não trair sua própria alma. Eu quero saber se você sabe ser fiel e conseqüentemente, uma pessoa confiável. Eu quero saber se você consegue enxergar a beleza mesmo que ela não seja bela todos os dias e se você, ainda assim, consegue fazer sua vida cheia da presença dela.

Eu quero saber se você consegue viver com o fracasso, o meu ou o seu, e mesmo assim, à noite, à beira de um lago gritar para a lua prateada: YES!

Não me interessa saber onde você mora, ou quanto dinheiro você possui. Eu quero saber se você consegue se levantar de manhã, depois de uma noite de sofrimento e desespero, magoado, ferido e machucado, e ainda assim, fazer aquilo que é preciso ser feito para os seus filhos.

Não me interessa saber quem você é nem como chegou até aqui. Eu quero saber se você consegue ficar em pé, no meio da fogueira, sem fraquejar nem retroceder.

Não me interessa saber nem onde nem com quem você andou. Eu quero saber, sim, o que te dá força e apoio, o que te sustenta por dentro, quando tudo o mais desmorona à sua volta. Eu quero saber se você consegue ficar sozinho consigo o mesmo e se você gosta, verdadeiramente, da sua companhia nos momentos vazios.
É isso que eu te convido a saber…

Limites

limite
Qual o seu limite para sonhar e realizar objetivos em sua vida?
Nenhum.

O limite é você quem impõe.

Você é a única pessoa que pode colocar restrições nos seus desejos.

Veja que as grandes realizações do nosso século aconteceram quando alguém resolveu vencer o impossível…

Nas navegações, encontramos um Colombo determinado a seguir viagens pelo mar, mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava e estava cheio de monstros terríveis.

Santos Dumont, foi taxado de louco tantas vezes que nem mais ligava para os comentários, até fazer subir seu 14 Bis…

Ford foi ignorado por banqueiros e poderosos que não acreditavam em carros em série.
Einstein foi ridicularizado na Alemanha… Desistir de nossos projetos, ou aceitar palpites infelizes em nossas vidas é mais fácil do que lutar por eles.

Renunciar, chorar, aceitar a derrota é mais simples pelo simples fato de que não nos obriga ao trabalho.

E ser feliz, dá trabalho.

Ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias, de encantos e desencantos.

Quantas pessoas passaram pela sua vida e te magoaram ???

Quantos passarão pela sua vida só para roubar tua energia ???

Quantos estarão realmente preocupados com você???

A questão é como você vai encarar essas situações.

Como ficarão seus projetos…eles resistirão as amarguras e desacertos do dia a dia???

O objetivo você já tem: ser feliz !!!

Como alcançar você já sabe: lutando !!!

Resta saber o quanto feliz você realmente quer ser.

E principalmente; qual o limite que você colocou em seus sonhos.

Lembre-se: não há limites para sonhar…

Não se limite, vá a luta!

O impossível é apenas algo que alguém ainda não realizou !!!

E sempre Sorria !!!

Autor Desconhecido

Lição de fé

fevereiro 1, 2010 por Adilson Costa  
Arquivado em Destaques, Parábolas

alpinista
Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Pico do Aconcágua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.

Começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, e por que não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada, decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha. Não era possível enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.

Subindo por uma “parede” a apenas 100m do topo ele escorregou e caiu… Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade.

Ele continuava caindo … e nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida… de repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade . Shack!… Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.

Nesses momentos de silêncio, suspendido pelos ares na completa escuridão, não havia nada a fazer a não ser gritar:

- Ó meu Deus, me ajude!

De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus, respondeu:

- O que você quer de mim, meu filho?

- Me salve meu Deus, por favor!!!

- Você realmente acredita que Eu possa te salvar?

- Eu tenho certeza, meu Deus.

- Então, corte a corda que te mantém pendurado…

Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda à corda e refletiu que se fizesse isso morreria…

Conta o pessoal de resgate que, ao realizar as buscas, encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as suas duas mãos a uma corda… A somente meio metro do chão…

“Por vezes nos agarramos às nossas velhas cordas que nos mantêm seguros, porém ter Fé é arriscar-se a perder total controle sobre a própria vida, confiando-a ao Pai.
Que possamos todos entregar-nos e viver plenamente na confiança de que existe Aquele que está sempre ao nosso lado a nos suportar, mesmo que nossa corda arrebente…”

Autor Desconhecido

A Lição da borboleta

janeiro 25, 2010 por Adilson Costa  
Arquivado em Destaques, Parábolas

borboleta_gra

Um homem, certo dia, viu surgir uma pequena abertura num casulo. Sentou-se perto do local onde o casulo se apoiava e ficou a observar o que iria acontecer, como é que a lagarta conseguiria sair por um orifício tão miúdo. Mas logo lhe pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso, como se tivesse feito todo o esforço possível e agora não conseguisse mais prosseguir. Ele resolveu então ajuda-la: pegou uma tesoura e rompeu o restante do casulo. A borboleta pôde sair com toda a facilidade… mas seu corpo estava murcho; além disso, era pequena e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observá-la porque esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e se estendessem para serem capazes de suportar o corpo que iria se firmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade a borboleta passou o restante de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Nunca foi capaz de voar.

O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura eram o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo daquele pequenino inseto circulasse até suas asas para que ela ficasse pronta para voar assim que se livrasse daquele invólucro.

Algumas vezes o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através da existência sem quaisquer obstáculos, Ele nos condenaria a uma vida atrofiada. Não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nunca poderíamos alçar vôo
Fonte: “Para que minha vida se transforme”- Maria Salette e Wilma Ruggeri – Editora Verus

A trilha do bezerro

bezerro
Certo dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo um animal irracional, abriu uma trilha tortuosa . . . cheia de curvas . . .subindo e descendo colinas.

No dia seguinte, um cão que passava por ali usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho:
entravam e saíam, viravam a direita, à esquerda, abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praguejando até com um pouco de razão . . . mas não faziam nada para mudar a trilha .

Depois de tanto uso, esta acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo e, posteriormente, a avenida principal de uma cidade .

Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro centenas de anos antes . . . Os homens têm a tendência de seguir como cegos pelas trilhas de bezerros de suas mentes, e se esforçam de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram. Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único . . . sem se atrever a mudá-lo.

A propósito, qual é o seu caminho ? ? ?

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