Eu Sumi?
março 1, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Sim eu sumi,
sumi como uma fumaça
que some em meio ao vento,
sumi porque na tua presença,
não consigo me controlar,
sumi porque só faço besteiras ao seu lado,
sumi porque não consigo me expressar,
minhas palavras somente se espalham pelo papel,
na sua frente a boca se cala.
Sumi covardemente.
É covardemente, precisava ser resgatado
de minha insanidade, mas não dei chance,
não pude estender minha mão, fui covarde.
Mas meu sumiço,
não é eterno, e você sabe quem sou, do que sou
capaz, sabe que sou assim, louco, um louco total,
um louco por ti.
É eu sumi,
mas quero que tenha certeza, que logo logo,
bem breve mesmo, tu me verás novamente,
mas dessa vez com outros olhos, me verás de uma
forma diferente, e não mais precisarei de poesias,
ou de rimas para me expressar, pois minhas atitudes
serão a chave, não deixarei de ser louco, pois isso
faz parte de mim, isso é o tempero de minha vida.
Eu sumi mas logo logo irei aparecer e dessa
vez será para sempre.
Por: Adilson Costa
O melhor de todos
março 1, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Parábolas
Meu dia começou a azedar quando vi meu menino de seis anos com um galho cheio de minhas azaléas.
- Posso levar estas flores para a escola? Ele pediu. Com um aceno de mão, eu o mandei para fora. Me virei para que ele não percebesse as lágrimas em meus olhos. Eu adoro aquela azaléa. Eu toquei no galho quebrado como que a dizer-lhe silenciosamente,
- Sinto muito. Para complicar um pouco mais o meu dia, a máquina de lavar quebrou e quando Jonathan perguntou o que eu faria para o almoço, percebi que estava com a geladeira vazia e não tinha muitas opções. Dias como este me fazem querer parar e desistir de tudo. Eu apenas queria fugir até as montanhas, me esconder em uma caverna e nunca mais colocar a cara para fora. De algum modo eu consegui arrastar a roupa molhada até o tanque. Eu passei a maior parte do dia lavando roupa e pensando em como o amor tinha desaparecido de minha vida. Quando eu terminei de pendurar a última das camisas de meu marido, olhei o relógio: duas e meia. Eu estava atrasada.
A aula de Jonathan terminava às 2:15. Fui correndo para a escola. Ofegante, bati na porta da sala e olhei através do vidro. A professora fez sinal para que eu esperasse. Ela disse algo a Jonathan e entregou para ele e para outras duas crianças, lápis de cera e uma folha de papel. O que virá agora? Eu pensei quando, através da porta, ela pediu que eu entrasse na sala.
- Quero lhe falar sobre o Jonathan. Ela disse. Me preparei para o pior. Nada mais me surpreenderia naquele dia.
- Você sabe das flores trazidas por Jonathan à escola hoje? Ela perguntou. Eu respondi que sim, lembrando de meu arbusto favorito e tentando esconder a mágoa em meus olhos. Eu olhei de relance para meu filho que estava ocupado colorindo um desenho. Seu cabelo ondulado estava muito comprido e caía em sua testa. Seus olhos azuis brilhavam enquanto admirava sua obra.
- Deixe-me contar sobre o que aconteceu ontem, a professora continuou. Está vendo aquela menina? Eu olhei para a menina que ria divertida, apontando um desenho na parede e assenti.
- Bem, ontem estava quase histérica. Seus pais estão atravessando um momento muito difícil, estão se divorciando. Ela disse que não queria mais viver. E disse bem alto, com o rosto escondido entre as mãozinhas, para toda a sala ouvir: “ninguém me ama”. Eu fiz tudo o que pude para consolar, mas parecia que nada mais importava.
- Eu achei que você queria me falar sobre Jonathan. Eu interrompi.
- Eu vou, ela disse. Hoje seu filho entrou e foi direto até ela. Ele entregou a ela algumas bonitas flores e sussurrou “eu te amo”. Senti meu coração inchar-se de orgulho com o que meu filho tinha feito. Eu sorri para a professora.
- Obrigada, eu disse, puxando Jonathan pela mão. – Você salvou o meu dia. Mais tarde, eu arrancava ervas daninhas em torno de meu desequilibrado arbusto de azaléa. Pensando no amor que Jonathan demonstrou pela menina, um verso bíblico me veio à memória: “… estes três permanecem: a fé, a esperança e o amor. Mas o maior de todos é o amor.”
Enquanto meu filho tinha colocado o amor na prática, eu tinha apenas sentido raiva. Eu ouvi o barulho familiar do carro de meu marido entrando na garagem. Eu arranquei um pequeno galho de azaléas e corri até ele. Eu senti a semente do amor que Deus plantou em minha família recomeçar a florescer em mim. Meu marido arregalou os olhos de surpresa quando eu lhe entreguei as flores e disse, – Eu te amo
Autora:
Nanette Thorsen-Snipes
Os vendavais de Minha vida
fevereiro 17, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias
Minha vida esta sofrendo uma mistura de um tufão
com um ciclone tropical,
perco-me arrastado pelas montanhas da ilusão,
ou encontro-me após um forte temporal.
A lama das inundações me sufocam,
e minhas forças são poucas para suportar,
as cores de meus sonhos se desbotam,
com essa ventania perdi o desejo de sonhar.
São ventos fortes batendo de todos os lados,
sinto falta de um apoio, um ombro, uma ajuda,
a escuridão deixou-me cego, perdi todos os caminhos,
e não posso perder o controle de minha vida.
Ouço falar que temporais são passageiros,
quando passarem podemos reconstruir ou consertar,
tenho receio, tenho medo, de não ficar inteiro,
e que a esperança vá em outro canto morar.
Por: Adilson Costa
Febre de Amor
fevereiro 11, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Cada encontro, cada olhar,
nossos corpos queimam de desejo.
Seria uma doença?
Seria um vírus que nos contaminou?
E nosso beijo?
Ele queima, ele arrepia,
se isso for doença não quero me curar,
quero mais e mais adoecer,
quero mais e mais me entregar,
deixe o coração virar brasa,
deixe nossos corpos vibrarem,
esse é o nosso momento.
Não há termômetro que possa aferir
a temperatura desse AMOR,
não há ciência que possa explicar
a fonte desse calor.
Existem muitas palavras escritas
sobre essa febre sentimental,
alguns se inspiram em livros,
outros em sonhos,
outros jamais serão inspirados,
mas poucos tem o privilégio
de ser contaminado com essa ‘doença’
Poucos tem a honra de sentir essa febre.
Um vírus como esse não se busca,
ele não pode ser engarrafado,
ele não pode ser repassado,
ele aparece talvez pelas mãos do destino,
pelas asas de uma BORBOLETA
ou quem sabe pela flecha de um anjo,
não importa,
pouco importa de onde veio.
Quem sentir essa febre é mais feliz,
é mais alegre,
é mais emotivo,
é mais Humano,
somos seres de pura emoção,
onde às vezes devemos esquecer a razão.
Somente assim viveremos mais intensamente
essa pequena passagem nesse planeta.
Abra seu coração,
chore olhando para você mesmo(a) no espelho,
deixe a energia de seu corpo ser sentida pelas
pessoas que você ama,
se não tiver ninguém para amar,
me desculpe pois, sua vida não tem sentido,
estás a viver uma pobre vida,
acorde agora,
olhe para dentro de si,
se ame e deixe as pessoas te amarem,
tenha certeza que a Febre do Amor
irá até você,
e você será um feliz ‘doente’ de AMOR
Por: Adilson Costa
Triste saber que o tempo não volta
janeiro 26, 2010 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias
É manhã ainda e estou a refletir,
como seria bom voltar ao tempo decorrido,
refazer atos e reviver o sorrir
desse tempo passado.
Triste saber que o tempo não volta eu poderia
abraçar quem deveria ter abraçado,
ajoelhar aos pés de pessoas de valor,
sentir novamente ao meu lado
aquele que é o verdadeiro Amor.
Triste saber que o tempo não volta eu gostaria de
ouvir e ver pessoas que tenham partido,
beijar quem deveria ter beijado,
sorrir por quem deveria ter sofrido
e dizer no ouvido que estou arrependido.
Triste saber que o tempo não volta eu digo
seria maravilhoso ter a chance de não magoar,
de segurar com mais força o vaso da felicidade,
que pela nossa maneira de Amar
caiu e seus pedaços nos feriram de verdade.
Triste saber que o tempo não volta eu diria mais
palavras de conforto para nos fortalecer,
eu tremeria ainda mais de paixão,
completaríamos ainda mais nosso viver,
e ouviria menos bem menos a razão.
Triste saber que o tempo não volta
quem sabe terei uma chance nesse tempo que ainda tenho,
pois ainda respiro e meu coração continua a bater,
bate mais lentamente eu confesso,
talvez esperando meu regresso,
ao caminho da felicidade,
pode ser que eu volte e consiga encontrar a trilha certa,
morrerei tentando essa é a palavra certa,
mas continuarei dizendo,
“Triste saber que o tempo não volta”
Ouça essa Poesia:
Sua Poesia
dezembro 8, 2009 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias
Segredo da solidão
Um Grande tesão
Loucuras da Paixão
Coisas da Razão
São palavras somente
Mas com grande significado
Deixando-me contente
E às vezes doente
Ao querer ficar do seu lado
Coisas que acontecem
Tenho certeza não ser errado
Pois os outros nos esquecem
E às vezes emudecem
Mesmo do nosso lado
Creio em mais de uma verdade
Mesmo não havendo razão
Digo com sinceridade
Quero você beldade
E te dar o meu tesão
Teu cheiro irá me embriagar
Pois falastes do teu perfume
Quero ele no meu corpo a espalhar
Ao nosso suor se misturar
e gritarei em alto volume
Deixe seu receio de lado
Não tenha medo de gritar
Goze e me deixe encabulado
Ficarei mais amado
Se contigo eu gozar
São palavras fortes minha querida?
Não do ponto que quis passar.
Pois é muito curta essa vida
De se arrepender sem dar a partida.
Isso é deixar de sonhar.
Não quero que se iluda
Que tenha sonhos de utopia
Mas que a vida te sacuda
Pois ela te saúda Com essa “sua” Poesia.
Por: Adilson Costa 11/05/2006
Ouça a Poesia na voz do Autor:
Sofrimento
novembro 28, 2009 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Na história contada pelas rugas,
vemos a exatidão de uma vida,
percebemos a linha do tempo,
e vontades esquecidas.
Arrependimento constante,
corroeu o peito envelhecido,
lembranças se tornam veneno,
nesse tempo corroído.
Acorda no futuro,
com lágrimas arrependidas,
dos passos não dados
e decisões não tomadas.
Resta-lhe somente o choro,
é tarde.
Nada mais a fazer,
caminha seus passos lentos,
rumo ao sofrimento,
pois é tarde demais,
já acostumou a sofrer.
Por: Adilson Costa
Lembranças de teus Beijos
novembro 27, 2009 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

Por essa minha boca, louca de desejos
fito tua lembrança na mente a borbulhar,
revivo na saliva o gosto de seus beijos,
que impulso insano tenho pra te beijar.
Tua boca de lábios carnudos me enlouquece,
é uma fruta rara, doce como mel da floresta,
e a lembrança desse gosto me estremece,
e convido os anjos a celebrar minha gesta.
Ao menos as lembranças não consegues me tirar,
na minha boca o teu gosto do meu gosto se apossou,
e com teu gosto convivo, nesse desejo de te beijar,
e nós sabemos que foi o poeta quem te beijou.
Sublimes noites acordei, e simplesmente te olhei,
teu sono de anjo, fiquei velando e a chorar,
pedi que nada tirasse esse momento e chorei,
sentia na alma que estava sim a se findar.
Hoje, sem tua boca, aquela que me deixa louco,
não tenho vontade e menos ainda desejo de beijar,
tenho medo de perder a lembrança do teu gosto,
que ainda sinto e guardo ao tua boca lembrar.
Tua boca? Pela eternidade prometo não esquecer,
morrerei um dia, e quando esse dia chegar,
por favor segurem minha vida, não me deixem morrer,
sem que sua boca a minha torne a beijar.
Por: Adilson Costa
Ouça a Poesia na voz do Autor:
Download da Poesia
Aprender a dar Valor
novembro 11, 2009 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Poesias

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Esqueçam o que disse sobre o Amor eu lamento,
enganei-me sobre essa magia,
esqueçam as palavras atiradas ao vento,
hoje choro sendo que ontem sorria,
esqueçam as rimas casadas sobre o órgão pulsante,
errei na vida por uma escolha não feita
esqueçam o alinhamento dos sentimentos fui acirrante,
vejo que em minha alma não terei colheita.
esqueçam sobre as lindas palavras que declamei,
preciso sofrer um pouco nessa vida terrena,
esqueçam os sonhos que um dia sonhei,
preciso encontrar minha habena.
esqueçam, esqueçam por favor,
voltarei a falar desse assunto,
mas primeiro aprenderei a dar valor.
Ouça essa Poesia:
Por: Adilson Costa
Onde esta a diferença? Parábola
novembro 11, 2009 por Adilson Costa
Arquivo em Destaques, Parábolas

Certa mãe carregando nos braços um bebê, entrou num consultório médico e, diante deste, começou a lamuriar-se:
– Doutor, o senhor precisa me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.
Indaga o médico:
– Muito bem… e o que a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, respondeu:
– Desejo interromper esta gravidez e quero contar com sua ajuda.
O médico pensou alguns minutos e disse para a mulher:
– Acho que tenho uma melhor opção para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorria, certa que o médico aceitara o seu pedido, quando o ouviu dizer:
– Veja bem, minha senhora… para não ficar com dois bebês em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer…
Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar o que a senhora tem nos braços é mais fácil e a senhora não corre nenhum risco.
A mulher apavorou-se:
– Que horror!!! Matar uma criança é crime!!! É infanticídio!!!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, mostrou a mãe de que não existe a menor diferença entre matar uma criança ainda por nascer (mas que já vive no seio materno) e uma já crescida.
O crime é exatamente o mesmo
Autor desconhecido










