Fazer sexo ou fazer Amor?

fazer_amor

No distante sonho do desejo
Fomos apanhados pela vergonha
Como cães na caça com seu farejo
Cuja meta é expelir a langonha

Flores e um som com romantismo
Foram castrados e prostrados por terra
É triste divisar um agigantado abismo
E que o “Fazer Amor” quase se encerra.

Com a carne úmida de tesão
Os animais à caça ficam a planear
Onde a postura é algo vão
E a única meta é ejacular

A arte de conquistar está em decadência
Poucos admitem e dizem ser ilusório
Compram livros para ter experiência
Isso pouco existe meritório

Uma hora, custa tanto….!!
O que dizer dessa falência?
Compra do amor seu encanto
Salgando sua doce essência

Sou antigo ou antiquado
“Do tipo que ainda manda flores”
Sou um Homem apaixonado
Como os antigos Sonhadores

“Qual a forma de justificar o amor?
que estou a Fazer Amor ao invés de sexo?
” Isso é inexplicável meu leitor
Pois o Amor é complexo

A arte de Fazer Amor não se explica
A de Fazer Sexo é comprada
O Amor muitas vezes te suplica
Não deixe a magia estancada!!

Como se o fazer Amor fosse réprobo
E ser esquecido fosse seu fadário
Digo dessa arte e seu probo
Jamais serei um falsário

Façamos Amor em demasia
Trema, gema até expelir o prazer.
Realize no Fazer Amor sua fantasia
Terá mais sorriso em seu viver

O amor proibido deixa-me pasmo
O corpo treme sem parar
Dois são um no orgasmo
Delicioso, ocultamente amar

o Amor sem preconceitos
Avistamos paraísos esquecidos
O frio na barriga e seus trejeitos
É o legitimo prazer dos escolhidos

Com essas palavras descritas acima
Realmente a pretensão era explicitar
Como o Fazer Amor nos anima
Nos transportando ao sonhar

Nesse desfecho venho a licitar
Ame outro mesmo sem nexo
(Ache) outrem para gozar
Goze por Amor e não só por sexo.


Adilson Costa 14/05/2006 11:37

Como ser um Poeta?

outubro 3, 2009 por Adilson Costa  
Arquivo em Destaques, Poesias

poesia
Lembranças de outro tempo
Quando não havia tanta maldade
Quando saudável era o vento
E tínhamos identidade

Essa fase não havia de acabar
E então novo tempo apareceu
É nossa sina o papel rabiscar
Não deixando de esquecer quem morreu

Os poetas que se foram
Nos deixaram doces lembranças
Obras que muitos ignoram
Mas ainda nos dão esperanças

Assis, Azevedo, Drummond e outros.
Fizeram sua parte há algum tempo
É chegada a hora dos reencontros.
Escrevamos com a alma
Basta ter calma
Sem dispor de muito tempo
Quer saber?
Não precisa de talento

Escreva, escreva e escreva.
Não precisa de rima
Basta escrever
Olhe para cima
Ou melhor, para dentro de ti.
Encontrará um poeta escondido
Pode estar sorrindo ou ferido
Que algo poderá escrever.
Escreva o que consta em sua alma
O que diz seu interior
Fale de coisas absurdas
Ou simplesmente do amor.

Não queira ser um Drummont.
Admira-lo é o bastante posso dizer
Pense como Azevedo
Seja um viciado em ler
Leia o passado
Serás capaz de escrever o futuro
Quando escrever algo e chorar
Digo-te, tu és um poeta, lhe juro.

Por: Adilson Costa

São somente Ciúmes

ciumes

Sentimento doloroso que me aflige,
aperta o peito muito forte,
como o sugar de um estrige,
me toma o corpo até a morte.

Desfaleço-me neste sentimento,
corrosivo e penetrante,
não sou assim eu lamento,
esse sentir é dilacerante.

Como posso pedir ou exigir?
Se eu mesmo lhe disse não ter o direito,
peço que me suporte e dê-me o seu sorrir,
para abrandar a dor em meu peito.

Sou tolo, sim talvez por querer lhe dar o trono,
faço a ti uma promessa sem temor,
não quero ser o seu dono,
de ti quero apenas amor.

As condições no momento não ajudam,
eu entendo a sua posição,
são somente os ciúmes que me perturbam,
precisamos agir com a razão.

Ponderarei mais eu lhe prometo,
e deixarei o tempo te mostrar,
preciso for tomarei até ‘brometo’,
e provarei que vale a pena me amar.

Por: Adilson Costa