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O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, costuma ser marcado por homenagens, flores, mensagens nas redes sociais e campanhas publicitárias. No entanto, por trás das celebrações, existe uma realidade que precisa ser encarada com seriedade: a luta das mulheres por respeito, segurança e igualdade ainda está longe de acabar.
A data nasceu justamente da mobilização de mulheres que, ao longo da história, enfrentaram jornadas de trabalho exaustivas, salários inferiores e ausência total de direitos. Foi graças à coragem dessas mulheres que hoje existem conquistas importantes, como o direito ao voto, maior participação no mercado de trabalho e leis voltadas à proteção feminina.
Mas os avanços, embora relevantes, não foram suficientes para eliminar desigualdades profundas que ainda persistem em diferentes áreas da sociedade.
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios. O feminicídio — quando a mulher é assassinada por razões de gênero — se tornou uma das expressões mais brutais dessa realidade. Em muitos casos, esses crimes são cometidos por parceiros ou ex-companheiros, revelando um ciclo de violência que começa, muitas vezes, com agressões verbais, psicológicas ou físicas.
Além dos casos extremos que terminam em morte, milhares de mulheres enfrentam diariamente situações de violência doméstica, assédio, humilhações e ameaças. Muitas vivem com medo dentro da própria casa, um espaço que deveria ser de proteção.
Outro problema que persiste é o machismo estrutural, ainda presente em diferentes ambientes sociais. Mulheres continuam recebendo salários menores, enfrentando dificuldades para ocupar cargos de liderança e sendo julgadas de forma mais dura por escolhas pessoais e profissionais.
Diante desse cenário, o Dia Internacional da Mulher precisa ser mais do que uma data simbólica. Ele deve servir como um momento de reflexão e compromisso coletivo. Combater a violência, garantir igualdade de oportunidades e promover respeito não é apenas responsabilidade das mulheres, mas de toda a sociedade.
Mais do que flores, as mulheres precisam de segurança. Mais do que discursos, precisam de políticas públicas eficazes. E, acima de tudo, precisam de respeito — algo que deveria ser básico, mas que, infelizmente, ainda precisa ser reivindicado todos os dias.
Enquanto houver uma mulher vivendo com medo, sendo silenciada ou tendo seus direitos negados, o 8 de março continuará sendo, antes de tudo, um dia de luta.
Adilson Costa é empresário e Jornalista. atuou em várias TVs e Rádios de Cuiabá.