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A escassez de diesel no Rio Grande do Sul já afeta ao menos 142 municípios e começa a comprometer o funcionamento de serviços essenciais, segundo levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul.
O número representa quase 30% das cidades gaúchas, acendendo um alerta para o risco de paralisação em áreas básicas da administração pública. De acordo com a entidade, prefeitos já são obrigados a priorizar o uso do combustível, principalmente para serviços de saúde, como o transporte de pacientes.
Com a falta de abastecimento, atividades que dependem de maquinário — como obras, manutenção de estradas e coleta de lixo — começam a ser suspensas. Em alguns casos, há preocupação também com o transporte escolar, que pode ser afetado nos próximos dias.
A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, alertou que a situação pode se agravar rapidamente caso não haja medidas urgentes para garantir o fornecimento de diesel. A entidade pretende levar o problema ao governo estadual e cobrar ações do governo federal.
A crise está ligada à alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, o que elevou o preço do diesel em mais de 20% no Brasil e aumentou o risco de desabastecimento.
Para tentar conter os impactos, o governo federal anunciou medidas como a liberação de recursos para subsidiar o combustível e a isenção de impostos federais. Ainda assim, especialistas avaliam que as ações podem ser insuficientes diante da gravidade do cenário.
O temor é que, sem solução rápida, a crise avance e provoque impactos mais amplos na economia e no dia a dia da população.