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Quinta, 07 Agosto 2025 15:54

Trump ordena novo Censo nos EUA e quer excluir imigrantes ilegais da contagem

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Trump em rota de colisão com a Suprema Corte Trump em rota de colisão com a Suprema Corte Foto: Reprodução Instagram

Mudança proposta pode alterar distribuição de cadeiras no Congresso, composição do Colégio Eleitoral e políticas públicas 

Em uma medida que reacende polêmica sobre imigração nos Estados Unidos, opresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou nesta quinta-feira, 7, que seu governo elabore um novo Censo populacional, com uma mudança drástica: a exclusão de imigrantes em situação ilegal da contagem oficial. A medida rompe com a tradição histórica americana, que sempre incluiu todos os residentes — independentemente do status migratório — nas pesquisas censitárias realizadas a cada dez anos. O último levantamento nacional foi em 2020, e o próximo está previsto apenas para 2030.

Nos Estados Unidos, os dados do Censo são fundamentais para decisões políticas e eleitorais. A contagem define o número de cadeiras que cada estado terá na Câmara dos Representantes e a quantidade de delegados no Colégio Eleitoral, responsável por eleger o presidente. Ao excluir milhões de pessoas da apuração, Trump pode alterar drasticamente a representação política de estados com grandes populações de imigrantes, como Califórnia, Texas e Nova York — geralmente democratas.

Novo embate

Essa não é a primeira tentativa do republicano de interferir no Censo. Durante seu primeiro mandato, Trump tentou incluir uma pergunta sobre cidadania no formulário de 2020, mas foi barrado pela Suprema Corte. Agora, a nova iniciativa surge em um momento em que a população imigrante voltou a crescer: entre 2022 e 2023, 1,6 milhão de pessoas migraram para os EUA, segundo o Instituto de Políticas Migratórias (MPI), elevando o total de imigrantes no país para 47,8 milhões.

De acordo com o MPI, cerca de 75% desses imigrantes vivem legalmente no país, como cidadãos naturalizados, residentes permanentes (com green card) ou detentores de vistos temporários. No entanto, a tentativa de desconsiderar os demais pode aprofundar divisões políticas e jurídicas, reacendendo o debate sobre imigração e representatividade nos EUA — justamente às vésperas das eleições presidenciais.

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