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Mil cadáveres foram repatriados, mas Kiev ainda investiga identidade das vítimas
O governo russo devolveu nesta terça-feira, 19, os corpos de mil pessoas à Ucrânia, em operação de repatriação acordada previamente entre os dois países. De acordo com o Quartel-General para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra ucraniano, Moscou afirmou que os corpos pertencem a militares ucranianos, embora as autoridades de Kiev ainda não tenham confirmado essa informação.
Segundo o Ministério do Interior da Ucrânia, em trocas anteriores, a Rússia já havia entregado corpos encontrados em uniformes militares russos ou portando documentos e placas de identificação russas, o que gera incertezas sobre a real origem dos mortos. Ainda assim, a repatriação é considerada um gesto humanitário em meio a um conflito marcado por duras ofensivas.
Sonbre a guerra
A guerra segue em seu terceiro ano, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. Atualmente, Moscou controla cerca de um quinto do território ucraniano e consolidou a anexação de quatro regiões: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. O avanço russo continua lento no leste do país, sem sinais de recuo dos principais objetivos militares do Kremlin.
Enquanto isso, a diplomacia internacional se movimenta. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump pressiona por um acordo de paz, enquanto a Ucrânia intensifica ataques a alvos estratégicos dentro da Rússia, alegando buscar enfraquecer a infraestrutura militar adversária. Do outro lado, Moscou responde com ofensivas aéreas, e o uso crescente de drones, ampliando o ciclo de violência sem perspectiva clara de cessar-fogo.