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Os Estados Unidos reagiram com firmeza à possibilidade de o Peru adiar a compra de aviões de combate, considerada estratégica para a presença militar americana na América do Sul.
O alerta partiu do embaixador americano em Lima, Bernie Navarro, que indicou que Washington pode adotar medidas caso identifique prejuízos aos seus interesses. Segundo ele, os EUA estão preparados para usar “todas as ferramentas disponíveis” diante de uma eventual mudança no acordo.
A negociação envolve a aquisição de cerca de 24 caças, com preferência por modelos F-16 Fighting Falcon. No entanto, o governo peruano avalia suspender temporariamente a decisão e deixar o tema para a próxima gestão.
O presidente interino, José María Balcázar, justificou a possível pausa com base no alto custo do contrato e no impacto que a compra teria sobre as contas públicas do país.
A reação americana reflete a preocupação com a perda de influência na região, já que um adiamento pode abrir espaço para outros fornecedores internacionais e alterar o alinhamento estratégico do Peru.
Em meio a um cenário político de transição, o governo peruano adota cautela em decisões de longo prazo, enquanto os Estados Unidos tentam garantir a continuidade de um acordo considerado chave para seus interesses geopolíticos.