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Os casos de feminicídio continuam em alta em Mato Grosso. Nos primeiros meses de 2026, o Estado contabilizou 16 mulheres assassinadas em crimes motivados pela condição de gênero. A maioria das vítimas foi morta pelos próprios companheiros ou ex-companheiros, segundo levantamentos das autoridades de segurança.
Os números reforçam o cenário preocupante da violência doméstica no Estado, já que grande parte dos crimes ocorreu dentro das residências ou após episódios anteriores de ameaças, agressões físicas e perseguições. Em diversos casos, familiares relataram que as vítimas já viviam sob constante medo.
Especialistas destacam que o feminicídio costuma ser o estágio mais grave de um ciclo de violência que se inicia com abusos psicológicos, controle excessivo e agressões. A dependência emocional, o receio de denunciar e a falta de apoio acabam dificultando o rompimento dessas relações.
Diante do aumento dos casos, órgãos de proteção e segurança pública intensificaram campanhas de conscientização e reforçaram a importância das denúncias. Medidas protetivas, atendimento especializado e acolhimento às vítimas são apontados como ferramentas essenciais para prevenir novos crimes.
Entidades de defesa dos direitos das mulheres cobram investimentos em políticas públicas, fortalecimento da rede de apoio e ações educativas permanentes para combater a violência de gênero e reduzir os índices de feminicídio em Mato Grosso.