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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (29) que pretende deixar o cargo no mês de fevereiro, mas evitou informar uma data exata ou anunciar seu sucessor, afirmando que a definição cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad afirmou que já comunicou ao presidente sua intenção de se desligar da pasta nos próximos dias, mas ressaltou que não discutirá nomes antes da manifestação oficial de Lula. “Esse é papel do presidente anunciar e não eu antecipar uma decisão que ele tomou”, declarou o ministro.
Apesar de não confirmar um nome, Haddad elogiou seu atual secretário-executivo, Dario Durigan, destacando sua formação sólida e experiência na condução de temas econômicos. Durigan é apontado nos bastidores como um dos principais cotados para assumir o comando da Fazenda após a saída de Haddad, embora outras lideranças do PT e da equipe econômica também possam ser consideradas pelo presidente.
A saída está alinhada com o interesse de Haddad em participar mais diretamente da campanha à reeleição de Lula em 2026, função que ele considera incompatível com a continuidade à frente da Fazenda. Ele tem repetido que pretende contribuir com o desenho do programa de governo, sem, no entanto, confirmar planos de disputar um cargo eletivo neste ano.
A transição na equipe econômica ocorre em um momento de desafios fiscais e debates sobre a trajetória da política econômica do governo, com atenção especial dos mercados e articuladores políticos às possíveis mudanças no comando da Fazenda.
Se quiser, posso também incluir reações de políticos e do mercado à saída de Haddad e às expectativas sobre o nome de seu eventual sucessor.