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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi convencido por aliados a lançar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao Senado nas eleições de 2026. A articulação ganhou força nas últimas semanas dentro do Palácio do Planalto e da cúpula do PT, diante da avaliação de que Haddad reúne capital político e perfil técnico capazes de fortalecer a bancada governista no Congresso.
Segundo interlocutores do governo, a candidatura de Haddad ao Senado é vista como estratégica para ampliar a base de apoio do Executivo na Casa, considerada fundamental para a aprovação de projetos econômicos e reformas estruturais. A leitura interna é de que a presença de um ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação no Senado reforçaria o diálogo entre o governo federal e o Legislativo.
Inicialmente, Lula demonstrava resistência à ideia, principalmente por considerar Haddad peça-chave na condução da política econômica. No entanto, avaliações recentes indicam que o presidente passou a admitir a possibilidade, diante do entendimento de que o ministro já consolidou as principais diretrizes da agenda fiscal e pode concluir sua missão até o período eleitoral.
No PT, a eventual candidatura também é defendida como forma de preservar Haddad no cenário nacional, após disputas eleitorais anteriores, e de projetá-lo como uma das principais lideranças do partido no médio prazo. A movimentação, no entanto, ainda depende de ajustes internos e de negociações com aliados, especialmente em São Paulo, onde a composição da chapa majoritária segue indefinida.
Procurado, o ministro da Fazenda não comentou publicamente a possibilidade de disputar o Senado. O Planalto também evita confirmar a articulação, afirmando que decisões eleitorais serão tratadas apenas no momento oportuno.
Nos bastidores, contudo, a avaliação é de que o aval de Lula representa um passo decisivo para que o plano avance, sinalizando mudanças importantes no xadrez político do governo para 2026.