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O mercado físico do boi gordo continua operando em ritmo lento nas principais praças pecuárias do país. Frigoríficos mantêm postura cautelosa nas compras, aproveitando escalas de abate mais confortáveis e pressionando as cotações da arroba.
Segundo análises do setor, a sazonalidade típica de maio segue influenciando o mercado, com aumento da oferta de animais terminados devido à piora gradual das pastagens em diversas regiões. Esse movimento amplia a disponibilidade de boiadas e mantém o viés de baixa nas negociações.
Apesar da lentidão no mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina continuam aquecidas e ajudam a evitar quedas mais intensas nos preços. O ritmo dos embarques em maio pode levar o país a novos recordes de volume e faturamento, impulsionado principalmente pela demanda chinesa.
No mercado futuro da B3, os contratos do boi gordo seguem pressionados nos vencimentos mais próximos, embora investidores ainda demonstrem cautela em relação a quedas mais fortes. Os contratos para outubro seguem acima de R$ 350 por arroba.
Analistas avaliam que o comportamento do consumo interno e o desempenho das exportações serão decisivos para definir os rumos do mercado nas próximas semanas.