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O governo brasileiro iniciou nesta quarta-feira (13) uma série de reuniões com representantes da União Europeia para tentar reverter as medidas que restringem a exportação de carne e outros produtos de origem animal do Brasil ao mercado europeu.
As negociações acontecem simultaneamente em Brasília e em Bruxelas. O objetivo é esclarecer questionamentos sanitários levantados pelo bloco europeu e evitar impactos maiores sobre o agronegócio brasileiro.
A decisão da União Europeia prevê a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal a partir de setembro. Entre os itens afetados estão carne bovina, aves, ovos, pescado e mel.
Segundo autoridades europeias, a medida foi adotada devido à preocupação com o controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A União Europeia cobra garantias mais rígidas para evitar riscos relacionados à resistência bacteriana.
O Ministério da Agricultura informou que o Brasil já possui protocolos sanitários em vigor e trabalha para demonstrar que o sistema brasileiro atende às exigências internacionais. O governo aposta na negociação diplomática para evitar prejuízos comerciais.
Representantes do setor agropecuário acompanham as tratativas com preocupação. A avaliação é de que as restrições podem provocar perdas econômicas significativas, além de afetar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu.
O impasse ocorre em um momento considerado estratégico para as relações comerciais entre Mercosul e União Europeia, especialmente após o avanço das discussões sobre o acordo entre os blocos.